Lição Número 1 do Sexo

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Por Prem Milan

O sexo começa com o corpo. E essa é uma das coisas principais a se lembrar. O corpo é um conjunto: na superfície, está a pele, e ela tem uma função no organismo. Através da pele são eliminadas muitas toxinas, por isso o suor é fundamental. A pele também tem uma função respiratória. Ela respira…

Emocionalmente a pele executa uma descarga emocional do coração, que é representado pelo pulmão. Todas as coisas de pulmão tem uma conexão direta com a pele. Qualquer intoxicação vai pra pele. Se você está muito trancado emocionalmente, vai estourar na sua pele como, por exemplo, a psoríase ou outras doenças. A pele é tudo aquilo que se vê. O visual faz parte do corpo. É o primeiro nível dele, mas não é o nível essencial. A grande maioria das pessoas quer ter uma relação profunda, mas está totalmente apegada ao visual do corpo.

Ora, é muito difícil desapegar. Como você vai aprofundar se está preso na superfície, que é justamente o visual? Tem como? Você tem que ir além. E o visual do corpo, que é bonito ou feio, é diferente para cada época da história do homem.

Na época da “Monalisa”, de Da Vinci (a Gioconda), as mulheres gordas, rechonchudas, com barriga eram o máximo da beleza. Era o modelo da época. Cleópatra, uma das personagens mais fortes da história, era nariguda. Charmosa, mas nariguda. Ela foi o “the best” na época do império Romano. Tanto que a produção do filme “Cleópatra” teve problemas para achar a intérprete ideal, já que nos anos 50 os expoentes de beleza eram Elizabeth Taylor e Marilyn Monroe, ambas baixinhas, com traços delicados. No final do século XX eram as mulheres magras, mas voluptuosas como Demi More e Angelina Jolie a ser novo padrão de beleza.

Visual é algo muito mutável. Os gostos mudam facilmente e isto é um valor superficial. Não estou dizendo que não tem valor, mas simplesmente que é um universo que está na superfície, não é o essencial. Não é estrutural. Mas sem uma “lata” o corpo não existe.

Podemos também falar dos genitais. O tamanho do pau, o tamanho da vagina… Mas isso também é superficial. Você pode fazer de conta que não existe, mas é mentira! Os homens que acham que tem pau pequeno, eles não falam, mas se sentem inferiores. Assim como as mulheres…

Mas tudo isso é superável facilmente, simplesmente por que está na superfície.

Mas se a estrutura tem energia, tem força, a pessoa pode ter uma superfície não condizente com a beleza do momento histórico, ou ter um genital não condizente com as expectativas, mas pode superar isso facilmente através da energia estrutural que ela produz. A energia que vem da estrutura corporal, emocional, espiritual e intelectual. Toda essa energia pode compensar facilmente essas faltas.

Adentrando mais no corpo, vamos em direção à sua estrutura. A estrutura do peito. Se o peito é aberto ou fechado. Se o peito está aberto, ele tem mais energia no coração para trocar. E tem mais força para atrair, puxar para cima a energia da sexualidade fazendo com que ela se espalhe mais por todo o corpo.

Mas, dentro de todas essas partes, a mais fundamental no sexo é a pélvis. Se ela está contraída, retraída ou tensa, aí a pessoa terá muitas dificuldades de produzir uma energia mais forte. Se a báscula da pélvis rota muito pouco, tem pouca amplitude, esta pélvis não terá condições de “bombar” uma quantidade grande de energia para subir para o coração. A pélvis travada produz e bombeia menos energia. Lembre-se daquele papo que o europeu tem cintura dura, por isso a transa dele é muito “bate-estaca”, o que é maravilhoso para abrir poço de petróleo, mas não para transar. Uma pélvis nesse estado vai trabalhar junto com as pernas e com o tórax, se tornando rígida como um tronco. Disto resulta uma relação sexual mais limitada à área genital e insensível.

Por isso em BIOENERGÉTICA a gente trabalha muito a rotação pélvica, para soltar a pélvis da coxa, pois se isso funcionar como um conjunto único ela vai produzir menos energia e a maior parte vai ficar travada, se acumulando principalmente na lombar. Não é por acaso que muitas pessoas tem dores na lombar. O que acontece é que a energia não consegue ser bombeada para cima e fica condensada na base da coluna. Tornando esse lugar tenso e rígido, e é por isso que 90% das hérnias se dão na lombar, entre a L4 e a L5.

É bem ali que ela estoura. E é óbvio que quanto mais tenso, mais fácil de estourar, pois a rigidez só tem força aparente. Somando-se a isso é neste lugar em que fica presa a maior parte da energia reprimida de nossa sexualidade infantil. A energia se condensa ali. Por isso muitas vezes no trabalho pélvico vem muitas memórias infantis. Você acha que é possível uma pessoa com uma lombar dura e pélvis travada conseguir um orgasmo profundo? Isso é impossível. Essas pessoas normalmente, para conseguir transar por mais tempo, recorrem a fantasias, ou desenvolvem um caráter histérico da sexualidade.

Veja, uma pessoa de caráter histérico pode transar durante 5, 6, até 10 horas, mas ela nunca atinge o prazer pleno. É excitação em cima de excitação, nunca chegando ao pico para depois descer para os vales. Isso é o extremo da excitação que depois gera um profundo vazio. É como usar droga, cheirar cocaína… Dá um pico de excitação, mas depois você sente um buraco vazio.

Por isso que é importante você conseguir expressar suas raivas infantis, devido à repressão sexual que você viveu. Provavelmente você nem lembra de nada disso. Isso é inconsciente muitas vezes, mas age de uma forma mais forte ainda justamente porque você nem nota.

Muitas vezes essas coisas inconscientes afloram durante uma relação sexual. Só que elas não vêm escritas em letras garrafais. Simplesmente te desmobilizam sexualmente, ai você ejacula, perde a tesão, broxa. As mulheres entram em choros compulsivos. É preciso que você queira sentir o que se passa para poder enxergar.

Aliás, voltando à histeria, é por isso que Wilhelm Reich e Alexander Lowen nunca deram bola para o tantra. A psicologia se desenvolveu basicamente em torno do tratamento de pessoas histéricas, e essas pessoas podiam transar por um longo tempo e por isso eles associavam transar por muito tempo com um caráter histérico. Eles não conheceram o tantra. Muitas pessoas que acham que estão tendo uma relação tântrica muitas vezes estão tendo uma relação histérica e aí o EGO “se acha” porque pensa que está sendo tântrico. E isso não tem nada a ver com o tantra porque o tantra está sempre além da mente e do EGO. Ele sempre te leva ao coração, tendo como frutos a criação, a realização, e uma troca muito grande com as pessoas em vários níveis.

Eu não estou falando de troca sexual, eu tô falando de desenvolver beleza, desenvolver a verdade. É uma pessoa que mexe com um ponto significativo dos outros. A energia do tantra nunca é egoísta e reclusa. Muito pelo contrário, ela expande e se importa com os demais. Então a pélvis é uma coisa básica a ser tratada, como instrumental para a realização de uma relação profunda. Pode acontecer de uma pessoa com a pélvis rígida ter relações mais profundas (o que é muito raro), mas ela terá que compensar com energia emocional. E essa energia depois irá faltar para ir mais fundo na entrega e subir para os outros chakras. Em qualquer nível de sexualidade é fundamental destravar a pélvis. Caso contrário, esquece… Não vai acontecer…

Por isso a importância de manter o foco no corpo. As coxas são muito importantes, já que 90% dos medos sexuais residem nas coxas, principalmente na parte de dentro, na ligação com a bunda. Cada vez que uma criança fica tensa ou com medo em relação ao sexo, ela contrai o ânus, as nádegas e as coxas. Talvez o símbolo do medo sexual seja o andar de Charles Chaplin. E isso você pode testar. Tente massagear a coxa no lado de dentro e veja o que acontece. Se suas coxas estiverem duras e tensas, ela vai travar a pélvis e bloquear o bombeamento da energia sexual produzida na região pélvica. É óbvio que tudo isso não é algo isolado, está tudo ligado com o conjunto da pessoa.

Talvez você procure um “estudo embasado” de algum “cientista respaldado” para checar se o que estou falando é verdade. E desde já lhe digo que você não vai encontrar, porque eles não estão preocupados com o sexo. Eles também vivem a mesma frustração e o mesmo desconhecimento a respeito do sexo. Mas eu gostaria que você pensasse a respeito dessa questão. Não com o seu preconceito, mas com a sua vontade de se realizar sexualmente. Com a sua vontade de viver profundamente seu potencial sexual e não de ser uma eterna criança com medo e tentando mostrar para os outros que sabe muito. Tenha humildade para reconhecer que seus conhecimentos são poucos e isto não te faz menos homem ou mulher. E talvez esse reconhecimento seja um primeiro passo para se tornar um grande homem ou grande mulher.

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