O terror é gerado no berço, nasce na infância e começa na cama

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Por Prem Milan

Seja por Alah, seja pela moral cristã, pelos bons modos ou os bons costumes… Sejam os Estados Unidos e seus aliados europeus praticando o terrorismo na Síria, dizimando cidades inteiras em nome da moral cristã, sejam os loucos fanáticos que, em nome de Alah se vingam e atacam pessoas indefesas fazendo retaliações… Não interessa quem começou. Essa discussão é eterna. A única verdade disto tudo é que os dois estão interessados em poder e dinheiro.
Os americanos e os europeus com suas empresas, os Sheiks arábes com suas fortunas e o povo chupa o dedo. Tudo isso promovido por pessoas frustradas sexualmente, por populações reprimidas sexualmente. Os frustrados sexualmente precisam de dinheiro e poder e mais poder e mais poder pra compensar o buraco enorme que tem dentro. Os reprimidos sexuais viram raivosos, ranzinzas, chatos e apoiam a carnificina seja de um lado, seja do outro. Populações árabes, islâmicas, frustradas sexualmente (e, quando digo frustradas sexualmente, incluo ali o amor) tem que fazer o quê? Torcer por Alah! Alah que vai salvar, na outra vida. Alah vai dar o reino cheio de mulheres ou de homens para me preencher. Então faço tudo por Alah.
Na nossa civilização cristã ocidental, um bando de frustrados sexuais que tem que comer tudo quanto é porcaria, ter todos os confortos. Para ter tudo isso é preciso explorar mais e mais povos. Essas pessoas precisam disso porque são frustradas sexuais, não tem prazer, aí tem que buscar prazer na comida, no carro, no apartamento e vira esse horror.
Tudo isso para manter duas civilizações anti-naturais, com imensas populações manipuladas pelos detentores do poder. Sejam os Sheiks árabes, sejam as multinacionais, esses Barak vasilinol Obama. E nós ficamos ali no meio, querendo nos posicionar, para quê? Eu não sou a favor da carnificina de A nem de B.
Agora, no dia a dia, você está se posicionando a favor dessa aberração humana quando você nega sua sexualidade, quando você não vive sua sexualidade, quando você não vai ao encontro do amor. Quando você faz isso no seu dia a dia, você está ajudando a puxar aquele gatilho, detonar aquela bomba. É óbvio que você acha que não, é óbvio que você acha isso bobagem. Agora, se você já fez amor alguma vez conectado com o coração, você sentiu paz, bondade, compaixão. Você sentiu amor. E isso é tão preenchedor que não fica aquele buraco, que precisa ser preenchido por outras coisas. Sexo gera amor, repressão gera violência. Violência gera mais violência. Agora o mundo inteiro está indignado querendo detonar os árabes, que foram selvagens assassinos. Os árabes dizem a mesma coisa dos americanos. E aí?
Essa guerra estúpida tem interesses por trás. Claro que tem. Provavelmente as armas que usaram para matar os francesas foram produzidas pelos russos ou pelos americanos. Onde os Estados Unidos e os russos vão colocar todas as armas que tem? Todas as fábricas? Os alemães, os ingleses? Onde eles vão enfiar suas armas? Eu sei onde eles deviam enfiar, no seu próprio…
Seria um grande bem para humanidade, mas se eles fizerem isso não vão gerar emprego para a classe média americana, para a classe média alemã, para eles terem suas benesses. Quantos mais Sheiks sacanas daqueles, donos de tudo, que deixam milhões passando fome, melhor. É só negociar com eles que eles compram todas a armas, compram os Rolls Royces, as Ferraris, as Maseratis, as Mercedes, as Land Rover, tudo o que oferecerem. É assim que a economia mundial se move. Assim você tem o seu sagrado emprego e uma violência extremada na volta.
Ou nós começamos a nos voltar para a essência humana que é o amor, a tesão, a criação, ou estaremos fadados a isso aí. E não pense que você pode ser Pôncio Pilatos, que lava suas mãos. Seus dedos também estão naqueles gatilhos, também estão naquelas bombas. Quando você nega a sua essência humana e a troca por uns tostões, por algumas comodidades, quando você desiste de lutar pela verdadeira humanidade, isso é terrorismo. O maior terror é praticado contra a nossa inocência de criança, a nossa pureza, este é o maior terrorismo. Quando condicionamos crianças belas e maravilhosas a serem obedientes, automáticas, competitivas, reproduzindo o valor dos pais ao invés de descobrirem o seu próprio valor. Isto eu considero terrorismo porque, a partir desse momento, essas crianças vão ter que se voltar para o mundo externo e buscar satisfação em coisas dali e não na troca amorosa, afetiva, satisfatória com outros seres humanos.
O terror é gerado no berço, nasce na infância e começa na cama.

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Devolva as minhas mãos

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Por Prem Milan

Viver em Comunidade é um desafio, é um constante ter que olhar para si mesmo, se relacionar. Não dá para se enfiar no seu buraco e ficar ali escondido, esperando o tempo passar. Realmente perturba a paz. Ah… perturba muito! Mas eu gosto muito dessa perturbação da paz. Pois espero que minha paz seja daqui a 30 anos, na minha lápide, “paz eterna a este guerreiro sonhador” (apesar de saber que vou causar uma confusão do lado de lá). Brincadeiras e ironias à parte, verdades escondidas no meio, tivemos um fim de semana revelador, concreto, uma verdadeira pesquisa com resultados vistos a olhos nus.

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A Comunidade Osho Rachana no sábado, domingo e segunda-feira, resolveu estar trabalhando junto, relaxando, descansando, jogando, brincando. Trabalhamos 8 horas por dia, entre 50 pessoas. Foi algo muito incrível! Tinha um grupo de pessoas fazendo paredes de pedra para a casa que será dos adolescentes e outra cortando garrafas para fazer uma parede de vidro, duas equipes cuidando do jardim, uma para cortar grama, outra para juntar grama, uma equipe para cuidar das frutíferas, uma para trabalhar na agenda Namastê e uma para cuidar das crianças. Foram 3 dias com 8 horas de trabalho diário, onde se arrumou, juntou, embelezou, construiu e, ao final do dia, as pessoas tinham uma satisfação no seu rosto. Muito impressionante! Quando terminamos, na segunda-feira de noite, todos estavam alegres, felizes, realizados! Pessoas vibravam “construí um parede pedra!”, “eu consegui fazer isso… aquilo…” foi muito chocante a reação de todos.

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A gente meditava junto todas as manhãs, tomava café, jantávamos, sempre juntos. Isso abriu uma grande amizade e um amor entre as pessoas. Teve compartilhares, discussões e resolução de algumas situações, mas o mais impressionante foi ter de volta as nossas mãos. O tal de trabalho manual que é solenemente desprezado por essa sociedade estúpida, nos devolveu uma conexão com nosso corpo, nosso coração, nossa criança. O contato com a terra, com as coisas concretas, nos devolveu a verdadeira paz. A verdadeira paz de estar conectado consigo mesmo, que mesmo que esteja um ciclone em volta, você não perde a conexão dentro.

Infelizmente estou aqui traduzindo intelectualmente sabendo que, por mais que você pense, não vai saber o que é isso. Você tem que experimentar. Eu apenas vou te colocar uma pulga atrás da orelha. Você não sabe o que está perdendo. Aquilo que você busca, não são as tuas mãos que teclam o computador. Se você tiver ousadia e coragem, experimente isso. Crie seu próprio trabalho manual, experimente construir algo, e só assim você vai saber do que eu estou falando. O teu cérebro, por mais privilegiado e incrível que seja, não chega perto dessa experiência. Qualquer computador pode fazer melhor que o teu cérebro. Agora, nenhuma máquina jamais inventada ou que será inventada, pode sentir o que nós sentimos segunda-feira de noite. Até os aborrecentes estavam felizes por terem trabalhado. E normalmente eles não gostam de nada, não querem nada e torram o saco dos pais na vida normal. Aqui, nós temos uma solução para os nossos adolescentes. Óbvio que vocês terão que buscar as suas soluções para os vossos adolescentes. Estou dando uma dica: que isto é fundamental para o ser humano, nos tirou de nossas mentes, colocou nossas mentes em descanso. Depois de tudo isso nós ficamos mais lúcidos e renovados. A mente aceitou estar subjugada ao coração e isto não tem preço. Bom, cá estou eu me preparando para o próximo final de semana nessa onda. Redescobrindo a vida como se antes nada existisse.