Eta indiozinho danado, atrevido!

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Evo Morales devia estar mascando coca em cima de um burrito lá na Bolívia e não se meter com gente séria e grande… Fiquei muito feliz nesse final de semana, mas muito feliz mesmo, quando uma amiga me trouxe uma carta lida para os países dos líderes europeus por este indiozinho boliviano. Que cara culhudo não? Nem sei se ele é um bom presidente ou um mal presidente. O que ele é de verdade é um sujeitinho danado do esperto. Nunca um professor de história, um catedrático, uma iminência da esquerda internacional, dos democratas, dos defensores de qualquer coisa, tiveram um raciocínio tão brilhante, tão profundo. Você lê uma verdade colocada de uma forma tão singela, ingênua e espontânea que é chocante, de um humor de alta categoria. O Facebook é inundado com tanto lixo que eu vou reproduzir esta carta aqui para que vocês inundem o Facebook com uma carta maravilhosa, independente de se o cara é de direita ou de esquerda.

Eu acho que neste momento o indiozinho encarou Victor Jara, Atahualpa, Tupac Amaru, Che Guevara, Simon Bolivar, Tiradentes, Mercedes Sosa, gente do mais alto quilate. Gente digna de uma humanidade. Obrigado por este lindo momento inspirador. Nunca dei um tostão furado por esta figura. Subiu-me profundamente o seu conceito como pessoa, ser humano, de uma inteligência incrível. Obrigadão, Evo Morales! Nos meus próximos grupos na Europa vou abrir lendo a sua carta. Eu já fazia essa brincadeira em Portugal, onde eu dizia que estava lá para cobrar as pensões de um monte de filhos que os portugueses deixaram lá e não pagaram. Leia! E se tua mente ainda tiver um pouquinho de luz, você vai se encantar:”Aqui eu, Evo Morales, vim encontrar aqueles que participam da reunião.

Aqui eu, descendente dos que povoaram a América há quarenta mil anos, vim encontrar os que a encontraram há somente quinhentos anos.

Aqui pois, nos encontramos todos. Sabemos o que somos, e é o bastante. Nunca pretendemos outra coisa.

O irmão aduaneiro europeu me pede papel escrito com visto para poder descobrir aos que me descobriram. O irmão usurário europeu me pede o pagamento de uma dívida contraída por Judas, a quem nunca autorizei a vender-me.

O irmão rábula europeu me explica que toda dívida se paga com bens ainda que seja vendendo seres humanos e países inteiros sem pedir-lhes consentimento. Eu os vou descobrindo. Também posso reclamar pagamentos e também posso reclamar juros. Consta no Archivo de Indias, papel sobre papel, recibo sobre recibo e assinatura sobre assinatura, que somente entre os anos 1503 e 1660 chegaram a San Lucas de Barrameda 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata provenientes da América.

Saque? Não acredito! Porque seria pensar que os irmãos cristãos pecaram em seu Sétimo Mandamento.

Expoliação? Guarde-me Tanatzin de que os europeus, como Caim, matam e negam o sangue de seu irmão!

Genocídio? Isso seria dar crédito aos caluniadores, como Bartolomé de las Casas, que qualificam o encontro como de destruição das Indias, ou a radicais como Arturo Uslar Pietri, que afirma que o avanço do capitalismo e da atual civilização europeia se deve à inundação de metais preciosos!

Não! Esses 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata devem ser considerados como o primeiro de muitos outros empréstimos amigáveis da América, destinado ao desenvolvimento da Europa. O contrário seria presumir a existência de crimes de guerra, o que daria direito não só de exigir a devolução imediata, mas também a indenização pelas destruições e prejuízos. Não

Eu, Evo Morales, prefiro pensar na menos ofensiva destas hipóteses.

Tão fabulosa exportação de capitais não foram mais que o início de um plano ‘MARSHALLTESUMA’, para garantir a reconstrução da bárbara Europa, arruinada por suas deploráveis guerras contra os cultos muçulmanos, criadores da álgebra, da poligamia, do banho cotidiano e outras conquistas da civilização.

Por isso, ao celebrar o Quinto Centenário do Empréstimo, poderemos perguntar-nos: Os irmãos europeus fizeram uso racional, responsável ou pelo menos produtivo dos fundos tão generosamente adiantados pelo Fundo Indoamericano Internacional?Lastimamos dizer que não. Estrategicamente, o dilapidaram nas batalhas de Lepanto, em armadas invencíveis, em terceiros reichs e outras formas de extermínio mútuo, sem outro destino que terminar ocupados pelas tropas gringas da OTAN, como no Panamá, mas sem canal. Financeiramente, têm sido incapazes, depois de uma moratória de 500 anos, tanto de cancelar o capital e seus fundos, quanto de tornarem-se independentes das rendas líquidas, das matérias primas e da energia barata que lhes exporta e provê todo o Terceiro Mundo. Este deplorável quadro corrobora a afirmação de Milton Friedman segundo a qual uma economia subsidiada jamais pode funcionar e nos obriga a reclamar-lhes, para seu próprio bem, o pagamento do capital e os juros que, tão generosamente temos demorado todos estes séculos em cobrar. Ao dizer isto, esclarecemos que não nos rebaixaremos a cobrar de nossos irmãos europeus as vis e sanguinárias taxas de 20 e até 30 por cento de juros, que os irmãos europeus cobram dos povos do Terceiro Mundo. Nos limitaremos a exigir a devolução dos metais preciosos adiantados, mais o módico juros fixo de 10 por cento, acumulado somente durante os últimos 300 anos, com 200 anos de graça.

Sobre esta base, e aplicando a fórmula europeia de juros compostos, informamos aos descobridores que nos devem, como primeiro pagamento de sua dívida, uma massa de 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata, ambos valores elevados à potência de 300. Isto é, um número para cuja expressão total, seriam necessários mais de 300 algarismos, e que supera amplamente o peso total do planeta Terra.

Muito pesados são esses blocos de ouro e prata. Quanto pesariam, calculados em sangue?

Alegar que a Europa, em meio milênio, não pode gerar riquezas suficientes para cancelar esse módico juro, seria tanto como admitir seu absoluto fracasso financeiro e/ou a demencial irracionalidade das bases do capitalismo.

Tais questões metafísicas, desde logo, não inquietam os indoamericanos. Mas exigimos sim a assinatura de uma Carta de Intenção que discipline os povos devedores do Velho Continente, e que os obrigue a cumprir seus compromissos mediante uma privatização ou reconversão da Europa, que permita que a nos entregue inteira, como primeiro pagamento da dívida histórica.” “Aqui eu, Evo Morales, vim encontrar aqueles que participam da reunião.

 

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É impossível ser livre sem viver a sexualidade

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Por Jwala

Sexo é a nossa energia mais básica, mais vital. Nós nascemos do sexo e grande parte da nossa vida gira em torno dele. O grande crime que se comete hoje, mais do que a violência, mais do que o terrorismo, a desigualdade social e a corrupção é a condenação da sexualidade. Todos nós recebemos em nossa criação a mensagem de que sexo é uma coisa errada, feia, que não é amor. Mesmo que tenham dito outras palavras, essa foi a mensagem que recebemos: esconda o sexo, não mostre, não expresse, controle, julgue, isso é certo, aquilo é errado, menina não faz isso, menino não faz aquilo, isso é coisa de veado, os homens não prestam, menina tem que se preservar, fecha as pernas, tira a mão daí. Ou simplesmente não se toca no assunto como se não existisse, como se fosse algo de outro mundo, totalmente proibido. É claro que hoje a casca é mais moderna, mas no fundo é a mesma mensagem.

O grande problema disso é que aprendemos a condenar nossa sexualidade, o que significa condenar a nós mesmos: “tem uma parte minha que não é legal, que não é aceita, que eu não posso demonstrar”. E não é uma mera partezinha, é a energia mais vibrante, mais alegre, mais criativa, espontânea, fluida, aquela energia da brincadeira, de trocar com os outros, de explorar, de ter prazer de se curtir e se amar. Isso é o grande crime! Condenando e reprimindo nossa sexualidade estamos destruindo nosso amor próprio, e aí estamos fadados a essa frustração geral que vive a sociedade hoje.

A liberdade sexual é uma questão humanitária, de saúde pública. Sem isso nada mais tem sentido, nada mais irá nos preencher. Não interessa quantos milhões se tenha na conta, carros na garagem, quantas(os) amantes… Sem a liberdade você morrerá vazio, frustrado e solitário e estará condenado a uma existência medíocre e pobre. É isso o que acontece com 99% das pessoas, morrem frustradas, deprimidas, uns cacos de gente porque não viveram plenamente sua sexualidade, não amaram, não tiveram experiências de êxtase, de sair do controle, de se apaixonarem intensamente.

Uma pessoa livre sexualmente vive de acordo com seus sentimentos e não com conceitos impostos por outros. Uma pessoa livre não fica em um emprego insignificante oito horas por dia só por segurança, não aceita um relacionamento medíocre com o mínimo de tesão e amor só para ter alguém ao seu lado, não reprime aquilo que sente porque não é legal, ou seja, não se submete, porque ela ama a si própria.

Na verdade nós somos cheios de desejos, fetiches, taras, fantasias, seja lá o nome que se dê para tudo isso que nada mais é do que distorção da sexualidade, causadas também por essa repressão. A pornografia só existe por causa da repressão. Se não existisse essa condenação não haveria pornografia. E o conceito que temos é justamente o contrário, pensamos que se nos soltarmos vai ser uma putaria geral, algo horrível, sem controle. Quando, na verdade, o que acontece é que quanto mais intensamente vivemos a sexualidade mais vamos para o coração, porque essa é a nossa natureza, essa é a nossa essência, é isso que nos dá sentido na vida. A nossa energia liberada só traz bem aventuranças, mesmo que tenham pedras no caminho, dificuldades, quanto você vive tua sexualidade isso traz uma conexão profunda contigo e com os outros, uma abertura para a vida, para o amor, para a própria existência. Isso é tantra! Nos conectamos com a nossa natureza, com o universo, com os outros seres humanos, com o divino em cada um. Essa é a verdadeira religião, é para isso que estamos aqui, vivendo livremente ficamos mais solidários, mais amorosos, mais belos, o bem estar de uma outra pessoa fica acima do meu pequeno interesse, deixamos de ser egoístas. Nos conectamos com o nosso coração, com a nossa humanidade.

 

Então, se quiser encontrar Deus, faça sexo!!!