É impossível ser livre sem viver a sexualidade

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Por Jwala

Sexo é a nossa energia mais básica, mais vital. Nós nascemos do sexo e grande parte da nossa vida gira em torno dele. O grande crime que se comete hoje, mais do que a violência, mais do que o terrorismo, a desigualdade social e a corrupção é a condenação da sexualidade. Todos nós recebemos em nossa criação a mensagem de que sexo é uma coisa errada, feia, que não é amor. Mesmo que tenham dito outras palavras, essa foi a mensagem que recebemos: esconda o sexo, não mostre, não expresse, controle, julgue, isso é certo, aquilo é errado, menina não faz isso, menino não faz aquilo, isso é coisa de veado, os homens não prestam, menina tem que se preservar, fecha as pernas, tira a mão daí. Ou simplesmente não se toca no assunto como se não existisse, como se fosse algo de outro mundo, totalmente proibido. É claro que hoje a casca é mais moderna, mas no fundo é a mesma mensagem.

O grande problema disso é que aprendemos a condenar nossa sexualidade, o que significa condenar a nós mesmos: “tem uma parte minha que não é legal, que não é aceita, que eu não posso demonstrar”. E não é uma mera partezinha, é a energia mais vibrante, mais alegre, mais criativa, espontânea, fluida, aquela energia da brincadeira, de trocar com os outros, de explorar, de ter prazer de se curtir e se amar. Isso é o grande crime! Condenando e reprimindo nossa sexualidade estamos destruindo nosso amor próprio, e aí estamos fadados a essa frustração geral que vive a sociedade hoje.

A liberdade sexual é uma questão humanitária, de saúde pública. Sem isso nada mais tem sentido, nada mais irá nos preencher. Não interessa quantos milhões se tenha na conta, carros na garagem, quantas(os) amantes… Sem a liberdade você morrerá vazio, frustrado e solitário e estará condenado a uma existência medíocre e pobre. É isso o que acontece com 99% das pessoas, morrem frustradas, deprimidas, uns cacos de gente porque não viveram plenamente sua sexualidade, não amaram, não tiveram experiências de êxtase, de sair do controle, de se apaixonarem intensamente.

Uma pessoa livre sexualmente vive de acordo com seus sentimentos e não com conceitos impostos por outros. Uma pessoa livre não fica em um emprego insignificante oito horas por dia só por segurança, não aceita um relacionamento medíocre com o mínimo de tesão e amor só para ter alguém ao seu lado, não reprime aquilo que sente porque não é legal, ou seja, não se submete, porque ela ama a si própria.

Na verdade nós somos cheios de desejos, fetiches, taras, fantasias, seja lá o nome que se dê para tudo isso que nada mais é do que distorção da sexualidade, causadas também por essa repressão. A pornografia só existe por causa da repressão. Se não existisse essa condenação não haveria pornografia. E o conceito que temos é justamente o contrário, pensamos que se nos soltarmos vai ser uma putaria geral, algo horrível, sem controle. Quando, na verdade, o que acontece é que quanto mais intensamente vivemos a sexualidade mais vamos para o coração, porque essa é a nossa natureza, essa é a nossa essência, é isso que nos dá sentido na vida. A nossa energia liberada só traz bem aventuranças, mesmo que tenham pedras no caminho, dificuldades, quanto você vive tua sexualidade isso traz uma conexão profunda contigo e com os outros, uma abertura para a vida, para o amor, para a própria existência. Isso é tantra! Nos conectamos com a nossa natureza, com o universo, com os outros seres humanos, com o divino em cada um. Essa é a verdadeira religião, é para isso que estamos aqui, vivendo livremente ficamos mais solidários, mais amorosos, mais belos, o bem estar de uma outra pessoa fica acima do meu pequeno interesse, deixamos de ser egoístas. Nos conectamos com o nosso coração, com a nossa humanidade.

 

Então, se quiser encontrar Deus, faça sexo!!!

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