Mamãe me ajuda!

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Por Franklin G.

Ainda lembro do verão em que conheci a Laura. Foi o meu primeiro namoro sério e eu estava completamente apaixonado por ela. Na época nós dois ainda éramos muito inexperientes com o sexo, mas é claro que eu nunca admitia isso. Eu ficava tão tenso quando estava sozinho com ela, que nossa primeira vez demorou para acontecer. No fim, foi ela que tomou a iniciativa, mas o nervosismo foi tanto que acabei broxando. Foi a minha primeira broxada e foi muito marcante. Simplesmente deu um nó na minha cabeça: como era possível broxar com tanta paixão e tanto tesão?! Quando estava sozinho em casa, sentia um tesão avassalador e, na presença da mulher que eu amava tanto, a energia morria totalmente.

Nessa época eu não confiava em absolutamente ninguém para conversar sobre o assunto e tive que lidar com tudo sozinho enquanto me sentia, obviamente, o último dos homens. A situação se repetiu ainda duas ou três vezes até que conseguimos ter penetração e, quando finalmente rolou nossa primeira transa… eu ejaculei em menos de 5 minutos! Meses esperando por aquele momento e tudo acabou tão rápido que eu não conseguia acreditar que aquilo estava acontecendo comigo. Ao menos tinha conseguido manter uma ereção suficiente para que acontecesse nossa primeira vez. Na próxima, haveria de ser diferente, certamente iria durar mais tempo. Mas não durou. A cada nova transa, minha tensão só aumentava e a ejaculação sempre vinha precocemente. Como tinha muita energia, conseguia transar duas, três vezes em sequência, quase sem intervalo (às vezes, quando estava bêbado, até mais vezes). Isso amenizava o problema, mas não resolvia, pois a Laura nunca chegou ao orgasmo comigo. Mesmo assim ela sempre foi muito compreensiva. Compreensiva demais. A situação se repetiu ao longo dos dois anos e meio em que estivemos juntos e ela nunca reclamou. Na verdade, o assunto era tabu para os dois e não nos sentíamos à vontade para falar sobre nossa sexualidade. Eu nunca havia conversado sobre essa questão com ninguém. Achava até que o que estava acontecendo com a gente podia ser normal. Como consequência, nosso amor foi se deteriorando até o dia em que ela me traiu. Foi a desculpa perfeita para acabar o relacionamento e me livrar daquele fardo que eu carregava. Após alguns dias de tristeza e invalidação, se seguiu um sentimento de alívio junto com a certeza de que eu nunca mais queria passar por aquela situação.

Quando comecei a sair com a minha segunda namorada, Catarina, fiz de tudo para me manter numa posição de controle, me sentindo dominante na relação. Dessa vez eu tinha que ser “o cara” e era ela que iria me admirar e depender de mim. À primeira vista, a estratégia funcionou, pois, sem a tensão inicial de ter que agradar, eu conseguia controlar a ejaculação da maneira que eu quisesse. Praticamente eu podia decidir exatamente a hora em que queria ejacular. O sentimento de controle e as transas mais longas melhoraram a minha auto-estima, mas ainda parecia que faltava alguma coisa. Da mesma forma que a Laura não chegava ao orgasmo, a Catarina também gozou poucas vezes comigo. Estava confuso, mas claro que sempre existia a possibilidade de ser um problema dela e não meu. Com o passar do tempo, fui eu que perdi o interesse na relação, me afundei no trabalho e nos estudos e comecei a me afastar cada vez mais dela. O resultado disso tudo foi mais um final melancólico de relacionamento, mas dessa vez com uma diferença: no lugar da sensação de alívio, fui tomado por um sentimento de indignação e a certeza de que eu queria mais pra minha vida.

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