O orgasmo é uma ameaça à família

Por  Anandini

Uma sexualidade mais livre quer dizer uma vida mais livre. Mas quem realmente quer essa tal liberdade?

De acordo com pesquisa da USP deste ano, mais da metade das mulheres brasileiras nunca tiveram orgasmo. Isso me causou uma profunda indignação. É um número absurdo para tantos gritos de liberdade que ouvimos por aí. Isso só me faz acreditar que não queremos ser livres, queremos aparentar, ser a imagem, não o conteúdo. Há mulheres que ainda hoje priorizam o prazer masculino antes o próprio prazer. Fingem sentir orgasmo e até mesmo nem se importam se sentem ou não. Desconhecem a potencialidade dos seus corpos e acabam cultivado o corpo para mostrar, não para gozar. A sexualidade é um dos pontos mais sensíveis da vida humana, o critério fundamental para se avaliar a qualidade de vida de uma pessoa. Sexo é vida, e vida também é sexo. Mas que importância damos para isso?

A educação sexual das mulheres é carregada com valores repressivos. Sim, ainda nos dias de hoje. Desde pequenas somos doutrinadas em casa e na sociedade a nos comportar se não vamos morrer sozinhas, sem o tal marido. Respeitemos sempre aquele grande homem que é quem devo todo o meu valor. Sem ele ficamos mal ditas, mal faladas e fadadas ao fracasso. Pode ficar irritada, mas isso acontece nos bastidores da sua mente. E se você não lidar com esses pano de fundo de forma consciente, afirmo que com certeza: sua sexualidade nunca vai ser plena. A vida segue e nem o homem ganha com esse repressão sexual feminina. O mundo inteiro perde. Viramos seres reféns de uma insatisfação de vida constante que aliviamos no consumo enlouquecido ou na desconexão com os meios digitais.

Problemas sexuais podem ser sinal de outras doenças, e dificuldades de sentir orgasmo levam à angústia, à frustração e até mesmo à depressão e à morte, se não morrida de fato, mas a morte em vida, o que é muito pior. A falta de informação e o medo, ou até a vergonha de se descobrir, reprimem as mulheres. Nem se masturbar as mulheres conseguem. Já passei temas de casa para clientes que nunca tinham se masturbado, isso com mais de 25 anos. Se não temos permissão de tocar nossos próprios corpos como vamos avançar e tocar outras pessoas de verdade, com totalidade?

Os efeitos após uma noite de sexo satisfatório são instantaneamente visíveis, a mulher se sente mais bonita, mais poderosa, mais preenchida, satisfeita e mais amorosa. Mas isso é um perigo para o marido e para o capitalismo. As mulheres são as maiores consumidoras, imagina quanto o comércio pode perder com sua satisfação sexual? E os homens? O que vão ter que fazer se não tiverem mais mulheres fazendo tudo por eles? Vão ter que deixar de ser filhos da mãe e virar adultos. Buscar a sua própria satisfação sexual, que também é comprometida. Uma vida sexual favorável implica questões sociais, valores de vida que temos hoje.

O orgasmo é uma ameaça à família, à igreja, ao congresso, ao comércio e a todo o sistema que construímos hoje. Uma arma revolucionária a favor da liberdade. Mesmo com tudo disponível hoje em dia para sermos donos de nossos corpos, ainda há uma repressão intríseca que impõem a vida sexual essa série de dificuldades. O que observo é que a bioenergética é uma ferramenta que ajuda a curar essa enfermidade. Vejo em meus clientes mudanças significativas em suas vidas. Melhoras na sua vida sexual se expandem para realizações com amor próprio, poder pessoal, auto estima, capacidade de realizar projetos, conquistar coisas. E você? Quer sua liberdade?

 

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