Zorba – O Grego

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Por Prem Milan

Zorba tem uma história muito rica. Você deveria ver esse filme. Vi a primeira vez lá por 1978 e fui ver agora novamente, 40 anos depois. Que filme maravilhoso. Quando uma pessoa tem conteúdo, ela está além do tempo! Sua alegria, sua celebração, sua atitude perante a vida…

Um filme incrível com o Anthony Quinn. Você devia ver para acordar. É muito incrível porque vendo o filme você nota o quanto a gente vive na cabeça, o quanto a gente vive no medo. Nós não vivemos. Não há vida do lado de cá do equador! Medo do futuro, medo de perder o emprego, medo de ficar sozinho! E ao mesmo tempo ficando sozinho. Como diria o Lenine o “medo que dá medo do medo que dá”. O medo é uma armadilha que aprisionou o amor. Uma armadilha que te aprisionou. Você está preso ali. Você tem medo de tudo.

Provavelmente você também tem medo de alguma coisa de mais conteúdo. A internet funciona, sabe por quê? Sabe por que o Whatsapp tem esse grande sucesso? Porque é raso, muito raso… Não fura essa película de medo que tu tens? E você vive nisso e vai achando que tá vivendo, achando que é o cara. Daí você segue emocionalmente desesperado, procurando por grupos, atividades, cursos.. para fazer parte de alguma coisa e acaba tudo sendo uma grande bobagem! Todas coisas superficiais, nada de profundidade.

Por isso eu gosto do Zorba. Ele não é simplesmente um “porra-louca”, ele tem uma profundidade. Ele tem uma atitude perante a vida e lida com as situações de frente! As mais difíceis que sejam!

E a vida é muito mais do que essa superficialidade. Nós não nascemos assim. É todo um sistema educacional, familiar, social que rouba de nós nosso conteúdo. Nós fomos usurpados em nosso conteúdo!

Insisto: gostaria que você visse “Zorba – O Grego”. É uma lição de espontaneidade, de aventura, de vida! Uma lição de alegria e beleza. Porque eu acho que está muito infeliz e difícil a vida  para a imensa maioria das pessoas.

Talvez você tenha uma certa dificuldade de vê-lo porque é um filme todo em preto e branco. Ele não é cheio de altas definições, efeitos especiais como tantos outros. Aliás, efeitos ENGANADORES, porque é isso, efeitos especiais é como enganar otários , como iludir pessoas… Efeitos especiais, nada mais são do que ilusão. Criar ilusão, ilusão e mais ilusão. Você quer cores e mais cores. Cores que não existem porque tua vida está cinza. Experimenta ver Zorba! O filme é preto e branco, mas a vida dele é colorida!

Você pode achar que pra não é você… Que está tudo bem. Mas está mesmo? Porque sem conteúdo pessoa nenhuma vai ser feliz. Manter-se bobo-alegre não é tão fácil assim. O tempo inteiro tendo que “se pilhar” com idiotices daqui, idiotices dali… Se iludir com isso, se iludir com aquilo… Chega uma hora que se enche o saco de tanta ilusão. Mas quando tu encher o saco da ilusão parece que não vai ter mais tempo pra ti. Ou você se dá conta, ou “el tiempo es veloz”, como diria Mercedes Sosa. E é muito veloz!

O problema é que você nem sabe o que está perdendo, e isso é triste. Se você pudesse ter o mínimo vislumbre do que você está perdendo, você faria a força de um leão para te resgatar como pessoa. Você usaria a fúria de um vulcão. Para transformar isso tudo, mas é muito difícil ter esse vislumbre. Talvez num momento de um profundo amor você consiga ter esse vislumbre, mas depois você acaba jogando tudo pro alto, porque é um vício. É um vício muito grande. Eu sei que você não quer ser incomodado. Assim como morto em cemitério não quer se incomodado.

Como Zorba mostra no filme: chega um momento que um dos personagens quer um comodismo e ele diz que comodidade só tem para os mortos, que a vida é encrenca. Eu quero encrenca! Veja o filme e você vai entender o que é encrenca. É estar nas situações, correr os riscos, é se jogar nas coisas. Eu quero muita encrenca mesmo. E isso faz uma diferença.

Eu gostaria muito que as pessoas se dessem conta. Não sou candidato a nada, não preciso absolutamente nada de ti. A única coisa que eu preciso é da tua humanidade pra tudo nesse planeta ficar mais bonito, não preciso de um consumidor. Permite tocar o teu coração com a inocência e a alegria desse filme. É uma dica muito profunda, no meio desse monte lixo, de filme lixo, tentando fazer a cabeça, um filme pra te tirar da cabeça. Quando você experimentar o que é sair da cabeça, vai ver que é muito bom.

O teu conteúdo foi usurpado, retome-o de volta!

 

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